A acção inspectiva realizada às empresas de construção que contribuíram para a edificação dos novos estádios para o Campeonato Europeu de Futebol revela que mais de metade do sujeitos passivos inspeccionados (53%) apresentavam irregularidades, noticia hoje o Jornal de Negócios. 
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terça-feira, 18 de julho de 2006
Fuga aos impostos na construção dos estádios do Euro2004
A acção inspectiva realizada às empresas de construção que contribuíram para a edificação dos novos estádios para o Campeonato Europeu de Futebol revela que mais de metade do sujeitos passivos inspeccionados (53%) apresentavam irregularidades, noticia hoje o Jornal de Negócios. Lei acaba com a fuga às multas em todos os transportes públicos
B. foi acusado pelo Ministério Público pelo crime de "burla para obtenção de serviço" por ter recusado pagar uma multa de 60 euros, depois de apanhado sem bilhete no comboio. Mas os juízes não aceitaram julgar o caso. Porquê? Porque a burla é somente não ter pago o bilhete, de pouquíssimos euros, e não a recusa em liquidar a multa. Resultado livrou-se do risco de apanhar até seis meses de prisão e ganhou uma viagem à borla na CP. A partir de 5 de Novembro, este cenário real, e muitas vezes repetido nos tribunais portugueses, deixa de ser possível. No caso dos comboios, tem sido compensador não pagar a multa, porque, chegando o caso a tribunal, a maioria dos magistrados entende que só pode ser cobrado o preço do bilhete. A filosofia é a mesma para quem almoça num restaurante ou dorme num hotel sem pagar.
Fonte: JN
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Confidencialidade na utilização de email da empresa - acórdão da Relação do Porto (26/06/2006)
Discutia-se se o teor do e-mail em causa está abrangido pelo direito de reserva e confidencialidade das mensagens de carácter pessoal, previsto no art. 21º, n.º 1, do CT.
A Relação do Porto entendeu que não se aplicava tal direito porque «o endereço electrónico utilizado pela Autora [a trabalhadora] destina-se a receber mensagens de natureza comercial respeitantes à actividade da Ré [a entidade patronal]. Logo não é exigível o Director de Divisão a que pertence o referido endereço electrónico ao introduzir o password para aceder às mensagens tenha a preocupação de «filtrar» a natureza dessas mensagens, mesmo quando uma delas tem como destinatária a sua secretária».
Como se refere na decisão, na ausência de regras referentes à utilização dos meios de comunicação da empresa, outra seria a decisão se o em-mail em causa tivesse sido enviado para um endereço personalizado ou se a mensagem estivesse identificada como «confidencial» ou «mensagem privada/particular».
A Relação afasta a natureza privada da mensagem com base no endereço não personalizado de correio electrónico utilizado, no acesso a esse endereço por outras pessoas para além da destinatária e no facto de não se ter provado que o Director tinha conhecimento de que o endereço electrónico era utilizado para o envio de mensagens particulares (este facto não foi sequer alegado). Todavia, atendendo ao facto de a mensagem estar endereçada e ao facto de a empresa não colocar quaisquer restrições à utilização do correio electrónico para fins particulares fico com bastantes dúvidas se não estaremos perante uma mensagem sujeita ao direito de reserva e de confidencialidade. Embora tal não resulte da matéria de facto apurada, não seria certamente a primeira vez que as trabalhadoras em causa utilizariam o endereço em causa para trocarem mensagens de carácter pessoal, sem que tivessem sido advertidas para o não fazerem. Situação que certamente criou nessas trabalhadoras uma legítima expectativa quanto à privacidade das mensagens entre si trocadas. Essa expectativa pode justificar o afastamento do entendimento, também subscrito pela Relação do Porto, de que estaremos aqui perante um «comunicação aberta», comparável a «um postal ilustrado enviado pelo correio».
Também não se pode aceitar o afastamento do carácter privado da comunicação, como entendeu a Relação, com base no facto de a mensagem em causa conter referências depreciativas em relação a uma reunião da empresa e a superiores hierárquicos da respectiva autora. A privacidade no local de trabalho não se pode resumir à vida privada extra-laboral dos trabalhadores. O respeito pela vida privada inclui também, pelo menos até certo nível, as relações humanas estabelecidas no local de trabalho.
Vale a pena ainda referir que se o e-mail em causa tivesse sido detectado no âmbito de uma actividade de monitorização do uso de correio electrónico, o que não foi o caso, a licitude da sua utilização como meio de prova, mesmo estando em causa um endereço de correio electrónico não personalizado, dependeria sempre de informação prévia aos trabalhadores quanto às condições e termos da monitorização e, na medida em que se trata de processamento de dados pessoais e que inclusive pode abranger dados relacionados com a vida privada, de notificação/autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Nessa hipótese o acesso ao conteúdo do e-mail estaria sempre dependente do consentimento do trabalhador.
Código da contratação alvo de críticas dos parceiros
O CCP pretende fixar num só documento a legislação que regula a realização de empreitadas de obras públicas e a aquisição de bens e serviços por entidades públicas, incluindo o recurso ao regime de concessões e a outras formas de parcerias público-privadas (PPP). Para já, só é conhecida a primeira parte do anteprojecto, e a regulação das PPP é precisamente um dos pontos que ficarão para a segunda fase. Mas a generalização dos concursos de concepção-construção (seriam PPP, se a elas acrescesse a vertente de exploração ou manutenção) é uma das medidas a arrancar mais críticas dos parceiros que revelaram a sua posição.
Veja o resto da notícia in PÚBLICO.PT
Governo disponibiliza 200 hipóteses de «Marca na Hora»
O Governo apresenta hoje em Coimbra o projecto «Marca na Hora», uma das medidas já previstas no programa Simplex e aprovada em Conselho de Ministros.A partir de segunda-feira, quem quiser criar uma empresa passa a contar com a possibilidade de obter, em simultâneo, e de forma quase imediata, uma marca. Até ao momento, para obter a aprovação de uma marca para um determinado produto a ser comercializado demorava até 16 meses.
Portugal atrasado na protecção de dados
Ana Rita Guerra in Diário Económico
"Dados pessoais, intransmissíveis e protegidos pelo sigilo profissional. O doutor chegou a acordo com uma conhecida cadeia de electrónica e desfez-se do computador tal qual ele estava.
Por incrível que pareça, a cadeia retalhista não verificou o conteúdo do portátil e colocou-o à venda, como novo, sem apagar o rasto do antigo utilizador. O resultado é o previsível: o indivíduo que comprou o portátil chegou a casa e descobriu todo o tipo de dados pessoais, desde fotos da família do médico às fichas clínicas dos pacientes. Podia ter feito queixa, mas limitou-se a reclamar os seus direitos de consumidor, conseguindo que a loja lhe trocasse o portátil por um (realmente) novo.
Esta história chegou a um jornal português, mas nunca veio a ser publicada por não haver provas: a cadeia acabou por formatar mesmo o disco. Ficou preocupado? É bom sinal. Significa que está preparado para se indagar sobre o que acontece aos seus dados pessoais quando estão na posse de terceiros, e o que sucede quando o formato passa do analógico para o digital.
Bases de dados públicas: segurança garantida?
A quem se devem pedir contas quando existe uma fuga de informação, se os dados estiverem na posse de uma entidade pública? Que direitos assistem aos cidadãos? Quem acede aos seus dados pessoais e que conduta deve seguir? Todas estas questões se projectam de forma mais intensa desde que a Internet e a informatização dos serviços tornaram os dados digitais.. Ou seja, passíveis de ser partilhados, mostrados, alterados e veiculados de forma fácil, caso os níveis de segurança não sejam adequados.
É o mesmo que proteger os dados confidenciais de uma empresa, mas à escala de um país. Visto que não param de crescer a informatização dos serviços públicos e há cada vez mais portais de e-Gov, é relevante saber se o processo de modernização da administração pública está a ser acompanhado de uma rigorosa política de protecção de bases de dados.
A entidade responsável pela autorização ou rejeição de tratamento e circulação de dados é a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).
Clara Guerra, deste organismo independente, esclareceu ao DE que uma base de dados na Administração Pública não está acessível ao público (a não ser em casos como o Registo Automóvel, por exemplo). A responsável defende que “a substituição do papel pela informatização não traz nenhum perigo adicional”, mas é preciso garantir que são utilizados os meios mais eficazes de encriptação, gestão de acessos e identidades."
quinta-feira, 13 de julho de 2006
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Municípios: Receita quadruplicou desde 2003
Esta é uma das principais conclusões do Anuário Financeiro dos Municípios 2004, ontem apresentado em Lisboa. As receitas das câmaras municipais estão a subir “em flecha”. Com efeito, segundo apurou o CM, o dinheiro arrecadado pelas principais autarquias portuguesas quadriplicou desde 2003, altura em que o Imposto Municipal de Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal de Transacções (IMT) substituíram a Contribuição Autárquica e a Sisa.2.571 actos registados nas primeiras 48 horas
O registo informático de certificações e autenticações praticadas por Advogados, está disponível na Área Reservada desde as 15h30 de dia 10 de Julho e contava, 48 horas depois com 2.571 registos.Direito do Urbanismo
Independência do poder judicial "está em risco"

A independência do poder judicial e a autonomia do Ministério Público (MP) estão em risco. Trata-se de valores consagrados em 1976 na Constituição da República Portuguesa (CRP) postos agora em causa por alguns opinion makers, afirmou ao DN o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP). Por isso, os procuradores assinalam na sexta-feira o 30.º aniversário do seu estatuto autónomo com um megajantar, em Gaia, seguindo-se um debate onde vão evocar "os fundamentos que alicerçam o nosso Estado de direito e que inspiraram outras jovens democracias", explicou António Cluny.
"Portugal pode e deve orgulhar-se do seu sistema", frisa o presidente do sindicato, lembrando que a Constituição de 1976, ao consagrar a autonomia do MP e a independência do poder judicial, acabou com a subordinação do poder judicial ao poder político e com o governo das magistraturas. "Desde então, todos passaram a ser iguais perante a lei", sublinhou. E é curioso, adiantou, que outras jovens democracias, nomeadamente as de Leste, após a queda do Muro de Berlim, viessem a Portugal "copiar o nosso sistema constitucional de justiça".
Segundo o magistrado, vários opinion makers "têm tendência para esquecer os motivos que estiveram na base da actual arquitectura judiciária". E, por isso, "estão a exercer pressões sobre o estatuto do MP". Em seu entender, "as alterações que propõem acabarão, supostamente, por subordinar o estatuto ao poder político".
Por isso, não há nada melhor, nesta altura, do que recordar como era Portugal antes e depois da Constituição de 1976. Isto é, "comparar um regime onde o poder político controla o poder judicial com um regime que consagrou a independência entre os vários órgãos de soberania".
Na sexta-feira, em Gaia, numa das caves onde envelhece o sempre actual vinho do Porto, os magistrados do MP - diz António Cluny - vão, pois, reflectir sobre a sua autonomia para avivar a memória de alguns opinion makers. "Vão defender que, apesar da crise de valores ao nível da cultura, da cidadania, da economia, da justiça, mantêm-se os fundamentos que transformaram Portugal num Estado de direito." Após o jantar "far-se-á um balanço do empenho do MP na construção de uma justiça ao serviço dos cidadãos e dos problema s e obstáculos com que ele se tem deparado para a realizar".
No convite enviado aos magistrados, onde se apela à participação no jantar, o SMMP lembra que, além dos riscos registados em Portugal para a autonomia do MP e a independência do poder judicial, também vai ser escolhido, em Outubro, o nome do próximo procurador-geral da República.
"Tal escolha não será, em nenhum caso, uma escolha neutra, frisa o SMMP, alertando : "Ela terá um sentido e um significado político evidente e público." Será, pois, um momento de mudança. "Um momento crítico que poderá ter reflexos fundamentais na arquitectura futura da justiça portuguesa e não só na do MP", garante o sindicato no convite aos associados.
Embora António Cluny, em declarações ao DN, afaste a hipótese de o encontro se transformar em demonstração de força perante o poder político, certo é que o apelo à participação tem as semelhanças de um manifesto político.
"Divulga esta iniciativa e a sua importância para o futuro da justiça, do MP e da sua autonomia verdadeira, e convida quem por eles entenda dever testemunhar" - lê-se no prospecto. E sublinha-se: "Tanto como em outros momentos graves para o MP, a presença de todos é, por isso, fundamental."
Por Licínio Lima, in Diário de Notícias
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Custos de criar uma empresa triplicaram com o Simplex
A Ordem dos Notários garante que criar uma empresa é mais caro, até 254 por cento, e menos seguro, com a introdução do Simplex, o programa de simplificação administrativa e legislativa do Governo.
veja a notícia completa em Agência Financeira
Que se lixe
Pronto. Que se lixe. Levem lá a taça, que a gente continua cá, se não se importam. Vamos ali fazer um piquenique com os alemães e voltamos já.
Poça, já se sabia que tinha de ser com o raio dos franceses e que Portugal jogar mal ou bem seria irrelevante. Mas tanto?! A ironia, muito francesa porque é daquelas pesadas e óbvias que não têm graça nenhuma, é que Portugal jogou muito bem e a França não jogou nada. Aliás, quanto melhor jogava Portugal, mais aumentava a probabilidade da França ganhar. É azar. É esse o termo técnico, exactamente.
Não foi só o árbitro, embora este tudo tenha feito para ser a estrela principal da partida. Não, é o azar que os franceses dão. Mesmo quando estão cabisbaixos e amedrontados, cheios de vontade que o tempo passasse e os poupasse, dão azar.
E porquê? Porque os portugueses também dão azar aos franceses, coitados. Dão-lhes o azar de pô-los a jogar mal. E o azar de fazerem figura de tontos e medricas. Os franceses também não mereciam tal azar. Tanto mais que cada jogo com eles traz uma vingança pré-fabricada: depois desta meia-final, já ninguém poderá dizer que Zidane e os "bleus" renasceram milagrosamente. Onde? Quem? Não, o milagre foi só um: o de não terem perdido.
Em contrapartida, os franceses dão aos portugueses o azar de perder. Bonito serviço. Assim não dá gosto; não se pode trabalhar; nem há condições para jogar; é escusado. E quando jogarmos outra vez com os franceses, vai acontecer a mesma coisa. O azar existe e o azar reincidente e metódico, no caso da França, existe mais ainda. Antes fosse ao contrário? Talvez não. Mais vale perder como perdemos, a jogar como campeões, do que ganhar a jogar como os franceses, como perdedores natos, receosos e trapalhões, sem saber o que se passa ou o que se vai passar. Fizeram má figura e ganharam. Que os italianos lhes sejam leves!
Dirão uns que não faz mal, que já foi muito bom chegarem às meias-finais. Mas não é verdade. Para chegarem às meias-finais foi preciso pensarem que podia ser campeões do mundo. E agora custa um bocadinho – um bocadinho nobre e bonito mas muito custoso – voltar atrás. Se a esplêndida selecção portuguesa tivesse pensado que bastaria chegar às meias-finais nem tinha ganho ao México e muito menos à Holanda e à Inglaterra.
Foi bonito saber, como ficou sabido e comprovado, que não é assim tão difícil Portugal ser campeão do mundo. O próximo Mundial, em 2010, parece muito mais apetecível por causa disso. É ganhável – como era este. Não se pode subestimar a segurança que o Mundial 2006 trouxe à selecção. Já não se pode falar em sonhos como se fossem delírios. Não: os sonhos agora passaram a objectivos, altamente práticos e alcançáveis. É obra.
Portugal já não é o "outsider" que era nos primeiros dias do mês passado. Por muito que isso custe aos detractores e inimigos (que utilizaram esse estatuto marginal para nos marginalizar ainda mais), a partir de agora Portugal é não só um campeão potencial como um campeão provável.
Tanto crescemos que finalmente ficámos crescidos, adultos, senhores. É bom que os outros senhores do futebol comecem a habituar-se à presença e à ameaça constantes dos novos senhores. Porque os antigos menininhos portugueses, que eram tão giros e que tanto jeitinho davam, desapareceram para sempre.
Este Mundial já está ganho. Que se lixe. Venha outro!
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Reforma Código Processo Penal pronta antes de férias judiciais
O ministro da Justiça afirmou terça-feira que a proposta de revisão do Código de Processo Penal (CPP), que inclui matérias como escutas telefónicas e prisão preventiva, deverá estar pronta «antes das férias judiciais» de Verão.
in: Diário Digital
sexta-feira, 30 de junho de 2006
Conferência: "A Prática da Mediação Empresarial"


Entre as 14:00 e as 18:00 horas
Rua de Alcolena nº1 – Restelo - Lisboa
«Empresa On-line» ainda só disponível para os advogados
A partir de hoje, a criação de uma nova empresa ficará à distância de um clique, através do novíssimo projecto «Empresa on-line», mais um «derivado» do Simplex, o conjunto de 333 medidas com as quais o Governo prometeu, em Março, desformalizar, desburocratizar e descomplicar a vida aos portugueses.
A apresentação será feita com pompa e circunstância por José Sócrates, acompanhado pelos ministros da Justiça, Alberto Costa, e da Ciência, Tecnologia, Mariano gago e ainda do secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira.
Porém, apesar de entrar já em vigor, por enquanto só ficará disponível aos advogados por questões de segurança com as assinaturas, avança hoje o Jornal de Negócios.
Da “tolerância zero” ao “direito penal do inimigo”
"A ideia de “tolerância zero” levar-nos-ia a uma criminalização de condutas, como a mendicidade ou a prostituição de rua que, certamente, podem representar um mal estar ou incómodo para a segurança ou tranquilidade pública, mas que não são verdadeiramente condutas delitivas. A vítima individual apenas é tida em conta e a relação delinquente/vítima é substituída pela ideia de que todos podemos ser vítimas e, portanto, o motivo de intervenção é a segurança de todos em geral, e não a possível lesão a um bem jurídico em particular.Numa outra perspectiva, surge a tese do “Direito Penal do Inimigo”, estruturada como orientação doutrinária desde 1985, por Günther Jakobs. De acordo com esta formulação haveria para o Direito Penal dois tipos de indivíduos: Os cidadãos – aqueles que praticam crimes de média ou baixa gravidade mas que, não obstante, estão integrados no Estado e (aparentemente) são recuperáveis através da aplicação da respectiva pena; e os inimigos – aqueles outros que praticam crimes de elevada gravidade ou se dedicam à criminalidade complexa e altamente organizada.
Para estes últimos, porque não aceitam o Direito, negar-se-á o Direito. Não podem beneficiar da protecção das leis, aqueles que as violam de forma tão grave e hedionda. O Estado declara-lhes guerra. Como na guerra as leis são outras, o Estado considera-os “inimigos” e adopta medidas excepcionais. Em termos práticos, o Estado não reconhece ao “inimigo” direitos, uma vez que reconhecê-los seria tratá-lo como Pessoa e isso vulneraria o direito à segurança das demais pessoas. Ao nível do Direito Penal, ao “inimigo” não se aplicam penas mas medidas de segurança; a sanção a aplicar não deve ter em conta a sua culpa mas a perigosidade (tendência abstracta para cometer crimes); o fundamento da intervenção do direito penal passa a ser o perigo, a presunção do perigo basta para punir; como o “inimigo” é a personificação do perigo, então devem aplicar-se sanções que afastem esse perigo pelo periodo mais extenso possível – surgem então muito apetecíveis, as penas longas de prisão, eventualmente, até para toda a vida.(...)."
quinta-feira, 29 de junho de 2006
VIII Seminário de Justiça Administrativa
O CEJUR - Centro de Estudos Jurídicos do Minho, realiza, nos dias 7 e 8 de Julho de 2006, um seminário sobre Justiça Administrativa, subordinado ao tema:
"A Europeização e Fronteiras do Direito Administrativo"


