terça-feira, 20 de janeiro de 2009

AJM - Conferência "Novo Regime do Divórcio"

A Associação Jurídica da Maia vai realizar uma conferência organizada em colaboração com a Delegação da Ordem dos Advogados da Comarca da Maia, subordinado ao tema "Novo Regime do Divórcio", a realizar no próximo dia 6 de Fevereiro pelas 18 horas, no Pequeno Auditório do Fórum da Maia.

Novo Regime do Divórcio

conferência

06Fev09

18h

Pequeno Auditório do Fórum Maia


Orador

Prof. Catedrático na Faculdade de

Direito da Universidade de Coimbra

Prof. Dr. Guilherme de Oliveira


Organização

Associação Jurídica da Maia

Delegação da Ordem dos Advogados da

Comarca da Maia

Defesa: Associação de Oficiais defende criação de provedor dos militares

A Associação de Oficiais das Forças Armadas defendeu hoje que as reformas para a Defesa devem contemplar a criação de um provedor dos militares, no sentido de alargar os seus "direitos de cidadania".

Num documento divulgado à imprensa, a associação militar recomenda ainda ao Governo que, para "corresponder às recomendações do Conselho da Europa", seja criado um órgão tutelado pelo Ministério da Defesa, o­nde "as associações profissionais de militares possam materializar a sua participação e opinião relativa aos assuntos relacionados com as suas competências legais".

"Recomenda-se igualmente o alargamento dos Direitos, Liberdades e Garantias dos militares, em harmonização com os restantes países europeus, correspondendo, assim, ao indicado nas recomendações do Conselho da Europa", acrescenta a Associação, num comunicado o­nde faz uma análise à Lei de Defesa Nacional (LDN), e ao Regulamento de Disciplina Militar (RDM), aprovados no Parlamento na semana passada.


Ao longo do documento assinado pelo seu presidente, coronel Alpedrinha Pires, a AOFA lembra "o forte impacto sócio-profissional" inerente às reformas no sector da Defesa e lamenta não ter sido incluída na elaboração dos diplomas.[...]

Fonte: Lusa

Secretário-geral de Segurança Interna admite que a criminalidade aumentou

Secretário-geral de Segurança Interna admite que a criminalidade aumentou em 2008. Um quadro que se poderá manter este ano fruto, entre outros factores, da crise económica. O general Garcia Leandro considera que a manutenção do emprego é o dique para suster uma ruptura social. Os hotéis e restaurantes estão sinalizados como alvos prioritários dos assaltantes. GNR e PSP têm registado uma tendência de aumento de crimes nestes locais. O Depipol (Departamento de Informações Policiais) da PSP está a preparar um relatório sobre as tendências da criminalidade para 2009 e a vigilância àqueles estabelecimentos está já definida como uma prioridade estratégica para este ano. Os analistas da PSP e GNR estimam que, em 2008, houve um aumento de 10% na criminalidade.

Segundo fontes policiais ouvidas pelo DN, para 2009 não se espera um abrandamento do crime, sobretudo o violento, à semelhança do que aconteceu o ano passado, como o­ntem admitiu o secretário-geral de Segurança Interna, Mário Mendes.[...]


Fonte: DN o­nline

PS forçado a mexer nos escalões de rendimento para favorecer classe média

Especialistas dizem que é preciso clarificar a medida e definir rendimentos elevados. Taxas de IRS mais elevadas recaem sobre rendimentos baixos quando comparados com outros países europeus.

Uma redução das deduções em sede de IRS para os rendimentos mais elevados em benefício da classe média. Esta é uma das medidas incluídas pelo líder do PS, José Sócrates, na moção ao congresso do partido, para aliviar a carga fiscal sobre a classe média na próxima legislatura. Mas para que a medida tenha efeitos positivos, é necessário clarificar o que se entende por rendimentos mais elevados. É que segundo os especialistas ouvidos pelo Diário Económico, as taxas de IRS mais elevadas caem sobre rendimentos considerados baixos.

Fonte: Diário Económico

Estudo - Acesso à Justiça

Portugueses são os europeus mais preocupados com um melhor acesso à justiça

O Eurobarómetro, divulgado hoje, em Bruxelas, pelaComissão Europeia, e que avaliou a sensibilidade dos europeus relativamente às áreas da Liberdade, Segurança e Justica, indicou que os portugueses são os mais preocupados com o tema.

Segundo o inquérito, a questão de garantir um melhor acesso à Justiça é das que recolhe reacções mais díspares entre os 27, com o grau de preocupação a variar entre 38 por cento na Áustria e 94 por cento em Portugal. De referir que a média europeia se situa nos 68%.

A maioria dos portugueses (77%) acredita que as as acções levadas ao nível da União Europeia representam um valor acrescentado relativamente às medidas tomadas apenas a nível nacional para melhorar o acesso à Justiça, sendo esse o segundo valor mais elevado entre os 27, somente atrás da Grécia (75 por cento).

O inquérito foi conduzido em Setembro do ano passado, tendo sido inquiridas em Portugal 1.009 pessoas pela Consulmark.

Fonte: http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=12995771

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Site particular permite saber tudo o que o portal das compras públicas não mostra

Conhecer e escrutinar as compras por ajuste directo de toda e qualquer entidade pública passou a estar, desde terça-feira, ao alcance de todos os cidadãos. Este passo de gigante na transparência da administração pública não resulta directamente de uma medida do Estado, mas da iniciativa da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL).
Se se quiser saber, por exemplo, que compras é que uma junta de freguesia fez, a quem e por quanto, não há qualquer problema. Basta aceder ao site http://transparencia-pt.org/, escrever o nome da autarquia no campo “pesquisa” e clicar. No monitor do computador surgem então todas as aquisições de bens e serviços efectuadas por ajuste directo por aquele entidade, desde Agosto de 2007, com indicação da data, do nome do fornecedor, do objecto da aquisição e do preço.

Clicando sobre o preço ou o objecto abre-se imediatamente a janela do portal oficial dos contratos públicos (http://www.base.gov.pt/), criado no Verão no âmbito do ministério das Obras Públicas e onde constam os dados mais detalhados daquele negócio. Se se clicar em cima do nome da entidade adjudicada (empresa fornecedora) surge a informação disponível sobre a mesma no site publicacões on line do Ministério da Justiça (http://publicacoes.mj.pt). Neste site, que desde 1 de Janeiro de 2006 publica todos os registos a que as sociedades comerciais estão obrigadas, e que até então saíam na terceira série do Diário da República, extinta no quadro do programa Simplex, encontram-se, entre outros, todos os elementos relativos à identidade dos sócios e dos gerentes, e às partes de capital de cada sócio, registados depois daquela data.

"A ASAE que se cuide"

Magalhães e Silva in Correio da Manhã:

Por melhores que sejam as intenções, a ASAE não pode resvalar para a prevaricação – que é crime?” A ASAE trouxe, de novo, para a opinião pública, a fiscalização dos escritórios de advogados, para se verificar se está a ser dado cumprimento à lei que, relativamente aos prestadores de serviços, manda afixar, no estabelecimento, a respectiva tabela de honorários, e determina que possuam livro de reclamações.

Ora, os advogados, segundo o seu Estatuto (artº 100º, nº 3), estão proibidos de ter tabelas de honorários, cabendo ao Conselho Superior da OA e aos tribunais ajuizar, caso a caso, da razoabilidade dos honorários fixados; e o conteúdo de eventual reclamação e respectivas formalidades só pela Ordem dos Advogados e pelos tribunais podem ser apreciados.

Tudo isto resulta de o Estado ter atribuído à Ordem dos Advogados, e só a ela, uma função que, originariamente, lhe cabia exercer – fiscalizar o exercício da advocacia. Que o mesmo é dizer, se a ASAE perseguir advogados por falta de tabelas de honorários ou de livro de reclamações comete um crime de prevaricação. Se isso passar a ser conduta habitual e premeditada, chegaremos então à situação bizarra de vermos um organismo do Estado transformado em associação criminosa."


Falsa juíza foi condenada por burla a seis anos de prisão

Uma mulher que se fez passar por juíza foi condenada, esta sexta-feira, a seis anos de prisão por burla. Na leitura da sentença, na Alfândega do Porto, o­nde decorreu o julgamento, ficou a saber-se que ficaram provadas 148 situações de burla, tendo a "falsa juíza" sido punida por um crime único a oito anos de cadeia, em cúmulo jurídico com outros processos.

No processo em que foi condenada a seis anos de prisão, a mulher foi acusada de burlar o Hotel Tivoli, o Sindicato dos Metalúrgicos, uma igreja evangélica e um polícia.

Nos outros processos, o Infarmed, a Corticeira Amorim e vários hóteis estão entre os "alvos" da falsa juíza.

As burlas foram concretizadas entre Abril de 2003 e Fevereiro de 2005 e ultrapassaram os 150 mil euros.

A falsa juíza obtinha informação sobre as dívidas ao Estado através de editais publicados nos jornais e recolhia os números de telefone e de fax de várias instituições governamentais para dar credibilidade à cobrança.[...]

Fonte: Jornal de Notícias

Marinho Pinto defende equiparação de advogados e jornalistas a médicos quanto a incumprimento deontológico

O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu hoje que os tribunais só deveriam julgar o incumprimento das regras deontológicas de advogados e jornalistas em função da avaliação dos profissionais do sector, como acontece com a classe médica.

António Marinho Pinto falava aos jornalistas durante o IV Curso Médico-Legal promovido pela Delegação de Setúbal da Ordem do Advogados.

O causídico justificou esta pretensão com a especificidade das três profissões, argumentando que o simples cumprimento do dever dos médicos, advogados e jornalistas pode passar a ser considerado crime a partir de determinada altura, sem que seja possível estabelecer uma linha de fronteira bem definida sobre esse momento.

"O advogado em tribunal, muitas vezes, tem o dever de defender o seu cliente e, a dada altura, está a pisar, inconscientemente, a tal linha invisível que o constitui em `criminoso`", disse, acrescentando que se verifica uma situação idêntica com o exercício da profissão de jornalista.[...]

Fonte: RTP

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Medida do Simplex 2009 pode pôr em risco segurança de dados pessoais-Dados do Cartão do Cidadão vão poder ser alterados no Multibanco

A alteração de dados do Cartão do Cidadão deverá passar a ser feita na rede Multibanco, preconizam as medidas previstas pelo Governo para o programa Simplex 2009, o­ntem colocado em consulta pública (em http://consulta2009.simplex.gov.pt/). A inovação levanta, no entanto, problemas de segurança e a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) deverá analisar o assunto em breve.

O Cartão do Cidadão integra num só documento o bilhete de identidade e os cartões de contribuinte, de saúde e da Segurança Social. O facto de o cartão ter um chip através do qual se poderia aceder à sua informação estava previsto na proposta inicial analisada pela comissão, mas "nunca foi referido que o acesso poderia ser pelo Multibanco", assegura Isabel Cristina Cruz, da CNPD.

Na rede gerida pela SIBS será possível, segundo a proposta do Governo, não só visualizar e imprimir os dados pessoais, mas também alterar os códigos PIN (secretos) para uso electrónico e parte dos dados, como moradas.[...]
Fonte: Público

CONFERÊNCIA - “OS HONORÁRIOS DO ADVOGADO” – critérios de fixação, processos disciplinares e questões fiscais

O Pelouro dos Jovens Advogados do Conselho Distrital do Porto, realizará, no dia 28 de Janeiro, pelas 21.00h., uma Conferência subordinada ao tema “Os Honorários do Advogado – critérios de fixação, processos disciplinares e questões fiscais”, em que serão oradores os advogados Senhor Dr. Gonçalo Gama Lobo (Presidente do Conselho de Deontologia do Porto) e Senhor Dr. Orlando Guedes da Costa e o Inspector Tributário da Direcção Geral dos Impostos, Dr. António Guimarães.

A Conferência terá lugar no Auditório do Centro de Formação do Conselho Distrital, no Edifício Mapfre – Rua Gonçalo Cristóvão, Porto.

Inscrição Prévia

Advogados com inscrição inferior a 5 anos: Entrada gratuita.

Outros Advogados: € 5,00.

Informações

Departamento de Formação - Rua Gonçalo Cristóvão, 347, r/c

4049-042 Porto

Tlf: 22 207 45 71 Fax: 22 338 90 57

E-mail: centro.estudos@cdp.oa.pt

Inscrições

Fax: 22 338 90 57

E-mail: centro.estudos@cdp.oa.pt


Juízes admitem parar tribunais

A Associação Sindical de Juízes admite parar os tribunais até que haja condições de segurança para o exercício de funções. Apesar de reconhecerem que é uma posição drástica, os juízes defendem que esta é a única forma de mudar as políticas do Governo nesta matéria.

Os magistrados afirmam estar cansados de fazer recomendações, apelos e pedidos de reforço de segurança sem qualquer sucesso.

A Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) acusa o Estado não encara os tribunais como espaços de soberania, manifestando indignação com a situação a que se chegou.

Neste âmbito, o presidente da ASJP, António Martins, considera que o caso requer soluções drásticas. [...]


Fonte: TSF

Governo aprova versão final proposta para reforçar combate à violência doméstica

O Governo aprovou hoje a versão final da proposta para reforçar o combate à violência doméstica, que prevê que o agressor pode ser detido fora de flagrante delito e a utilização de meios electrónicos para controlo à distância dos arguidos.

Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Presidência, Jorge Lacão adiantou que a proposta agora aprovada é a versão final do diploma discutido em Conselho de Ministros em meados de Novembro que estabelece o regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica e à protecção e assistência das suas vítimas e que foi, entretanto, colocado em consulta pública.

"Houve um diálogo muito interactivo com as entidades que se dedicam às actividades de apoio às vítimas de violência doméstica", afirmou Jorge Lacão.

Assim, de acordo com a proposta hoje aprovada na reunião semanal do Conselho de Ministros, pela primeira vez define-se um "estatuto de vítima de violência doméstica", que será "reconhecido no momento de apresentação de uma queixa fundamentada" e que consagra um quadro de direitos e deveres, não só no âmbito judicial.[...]

Fonte: Lusa

Funcionários dos tribunais mantêm suplemento mensal em 2009

Os funcionários dos Tribunais da Relação e dos Tribuinais Centrais Administrativos vão continuar a receber uma compensação mensal (mais 20% do ordenado) até ao final deste ano, pela disponibilidade permanente para prestação de serviço.

A decisão foi tomada hoje na reunião semanal do conselho de ministros, com a aprovação de um decreto-lei que estende temporariamente este direito até a revisão das carreiras especiais da função pública estar terminada. "Trata-se de uma solução temporária a excepcional, que deverá ser revista durante o ano de 2009, em função das soluções que resultem das referidas reformas", sublinha o comunicado do Governo.[...]

Fonte: Diário Económico

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tertúlia sobre a temática "Ex-reclusos em fase de integração"

No âmbito da semana dedicada aos "Ex-reclusos em fase de reintegração", na qual serão realizadas visitas e audiências a entidades responsáveis pela reintegração social deste público alvo, bem como à Direcção Geral de Serviços Prisionais e outras entidades envolvidas neste processo, o MEP irá organizar uma Tertúlia que funcionará como um espaço aberto para análise e debate desta problemática.


Estarão presentes neste espaço de debate: Rui Rosas (ex recluso), Ana Gomes (psicóloga do Estabelecimento Prisional do Porto) e Catarina Salgueiro (técnica de Educação do Estabelecimento Prisional do Porto).


A Tertúlia irá decorrer no dia 15 de Janeiro, pelas 18H, na Sala dos Espelhos do Palacete de Trevões em Matosinhos (antiga Biblioteca Municipal Florbela Espanca, junto ao edifício da Câmara Municipal de Matosinhos – Rua Alfredo Cunha).


Esta acção vem no seguimento do estudo e análise de um conjunto de perfis de exclusão/propostas de inclusão de públicos alvo em risco, iniciada no início de Dezembro do ano passado com o tema "Crianças em risco" e que culminou com a apresentação pública de um relatório sobre esta matéria.


Endereça-se, desde já, o Convite para participar nesta sessão pública.

Algumas propostas para a Justiça

Recomenda-se a leitura desta análise do Dr. Jorge Almeida Esteves, Juiz de Direito, da morosidade a nível do processo cível declarativo e do processo crime, com propostas de solução para os Juízos Cíveis, de Execução, Juízos de Execução e sobre o novo Mapa Judiciário, disponível na IN VERBIS.

Magistrados: Estágio na prisão

Candidatos a magistrados vão neste ano lectivo passar dois dias à prisão para conhecerem o sistema prisional. “É importante que o futuro magistrado saiba para o­nde pode mandar alguém, se for caso disso”, disse Anabela Rodrigues, directora do Centro de Estudos Judiciários. [...]

Fraudes nos leilões judiciais dão 18 anos de cadeia


Liquidatário e casal que geria uma leiloeira punidos por corrupção


Terminou com sete penas de prisão efectiva e dez suspensas o caso das falências fraudulentas em julgamento desde Janeiro de 2007. Para o colectivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, ficou provada a existência de um "pacto" entre liquidatários e leiloeiras, em especial a Sociedade Nacional de Leilões (SNL). Por provar ficou o crime de associação criminosa, o mais grave na acusação.

Entre os arguidos condenados a penas de prisão efectiva conta-se José Oliveira e Silva, considerado pela acusação um dos principais responsáveis pelo esquema. O tribunal deu como provados os crimes de corrupção passiva para acto ilícito na falência de mais de duas dezenas de empresas entre 1997 e 2001. Por isso e pelos crimes de peculato de uso dados como provados, Oliveira e Silva foi condenado a uma pena efectiva de 18 anos de prisão e ao pagamento de 740 mil euros pela apropriação indevida de verbas das massas falidas.[...]


Fonte: DN o­nline

COLÓQUIO SOBRE O NOVO CÓDIGO DO TRABALHO

A Associação Estudos Laborais e a Revista Questões Laborais estão a promover a realização de um Colóquio sobre o Novo Código do Trabalho, que terá lugar no dia 29 de Janeiro, com início às 9h30, no Anf. 128 da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

Data limite de inscrições: 26 de Janeiro.

Programa

Ficha de Inscrição

Parecer dá luz verde à ASAE para inspeccionar os advogados

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai mesmo fiscalizar os escritórios dos advogados. No ano passado, a Ordem destes profissionais reagiu violentamente quando esta intenção foi anunciada. A ASAE recuou, não chegando a avançar com estas acções. António Nunes, o inspector-geral, pediu então um parecer aos serviços jurídicos da Direcção-Geral do Consumidor (DGC) e esse documento, a que o DN teve acesso, vem agora dar-lhe luz verde.


A DGC, tutelada pelo ministério da Economia, entende que a ASAE é competente para dirigir fiscalizações aos advogados e que estes devem ser considerados estabelecimentos de prestação de serviço. Como tal, têm que ter um livro de reclamações e uma tabela de honorários afixada.


Contactado pelo DN, o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), António Marinho Pinto, não quis prestar declarações e remeteu para a posição assumida no ano passado. Na altura, o Bastonário, declarou ser "de meridiana evidência que os escritórios de advogados não podem ser comparados a estabelecimentos comerciais". Primeiro, argumentou, "porque não estão abertos ao
público, nem sequer têm horário de funcionamento". (...)

Fonte: DN ONLINE

Novo Regime Jurídico do Contrato de Seguro

No dia 1 de Janeiro entrou em vigor o novo Regime Jurídico do Contrato de Seguro, que passa a regular as regras de seguros específicos, como o de responsabilidade civil, incêndios, acidentes ou saúde.

Mais informações em http://www.isp.pt/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Novo Código do Trabalho arranca em Fevereiro

Discussão da lei acelera, para que seja votada em uma semana. O PS deverá limitar-se a corrigir a norma do período experimental. O novo Código do Trabalho já está de regresso à Assembleia da República e deverá voltar a ser discutido em plenário já na próxima semana, confirmou ao Diário Económico fonte oficial do gabinete de Jaime Gama. Contas feitas, Jorge Strecht, deputado do PS, espera que a nova legislação entre em vigor "em meados, ou finais de Fevereiro".


"A Hundred Eyes for an Eye - Overkill in Gaza"

“Olho por olho faz todo o mundo tornar-se cego” disse Gandhi.
E se forem cem olhos por um olho?(...)
O que está a contecer em Gaza neste momento não é apenas um olho por um olho. É cem olhos por um olho. E a matança em curso não é apenas um crime de guerra israelita. Tem um cúmplice chamado Tio Sam".

Recomendo a leitura deste post e do artigo nele referenciado "A Hundred Eyes for an Eye - Overkill in Gaza", escrito dia 29 de Dezembro de 2008, pelo jornalista americano Norman Solomon que nos ajuda a explicar o que de inexplicável se está a passar no Médio Oriente.

Presidente da ASJP preocupado com falta de capacidade dos tribunais para crise económica

O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) está preocupado com a provável falta de capacidade de resposta da Justiça para a actual crise económica, prevendo para este ano maior recurso aos tribunais.

"Em 2009 há duas áreas que considero extremamente preocupantes: a ligação da economia com a Justiça e a capacidade de resposta desta", disse António Martins à agência Lusa, a propósito do início hoje do novo ano judicial.

"Quando a economia está mal, como é o caso, é ainda mais importante que a Justiça funcione", acrescentou.

O presidente da ASJP chamou a atenção para o facto de que quando um país está economicamente em crise
"aumentam as falências, as insolvências e o incumprimento de contratos".

"Degradando-se a economia, os tribunais são mais solicitados a intervir, porque há mais falências, mais execuções e mais incumprimentos de contratos". Assim, defende, "
é fundamental ter a percepção das necessidades para se poder intervir rapidamente, nomeadamente nos tribunais civis, de comércio e de execução".

Em seu entender, já devia estar a ser feita a "monitorização das entradas de processos nos tribunais" por parte do Governo e do Conselho Superior da Magistratura, porque, justificou,
"é muito mais fácil intervir para corrigir quando as coisas estão a ser acompanhadas, em vez de deixar os tribunais afundarem completamente com todas as consequências negativas para empresas e particulares".

Como exemplo, António Martins referiu o Tribunal de Comércio de Lisboa, onde a entrada de processos "aumentou exponencialmente" nos últimos tempos.

Outra das áreas que merece preocupação ao presidente da ASJP é a entrada em vigor das três comarcas-piloto (Lisboa Noroeste, Alentejo Litoral e Baixo Vouga) do novo mapa judiciário, a 14 de Abril.

"É fundamental que sejam criadas no terreno as necessárias condições para que o mapa seja um sucesso", advertiu.

Entre as condições que considerou imprescindíveis, António Martins destacou
"a criação e o recrutamento de assessores para os gabinetes de apoio aos magistrados, a nomeação de juízes presidentes atempadamente para que estes acompanhem a instalação das comarcas, e a colocação de funcionários suficientes nos novos tribunais".

"O que tem faltado muito aos tribunais é organização, gestão e administração e é por isso que tem havido menor eficácia da Justiça", considerou.

Em jeito de balanço de 2008, António Martins destacou a
"ineficácia da reforma penal e processual penal, que aumentou os problemas já existentes, e o facto de a reforma da acção executiva ter sido feita tão tardiamente".

Fontes: Lusa e
Expresso.pt

Juízes permitiram cobranças ilegais em falências de empresas

Fraudes com falências conhecidas dos tribunais, diz magistrada em acórdão. Os juízes de vários tribunais, em especial no Norte e Centro do país, sabiam e permitiram, durante anos, a cobrança, por parte de leiloeiros, de comissões ilícitas a compradores de bens de empresas falidas.

Esta conclusão consta dos factos dados como provados do acórdão do megaprocesso de fraudes com falências cuja leitura começou o­ntem à tarde nas Varas Criminais do Porto. A leitura da decisão, pela juíza-presidente Manuela Trocado, foi dividida em duas partes, o que impediu os 35 arguidos de conhecer, o­ntem, o seu futuro - só na próxima segunda-feira, dia 12.

Porém, a leitura dos factos provados e não provados permitiu já perceber que o colectivo de juízes dá como provado, na generalidade, o esquema descrito na acusação. Isto é, o leiloeiro encarregue de vendas de bens de massas falidas - a grande maioria das quais a Sociedade Nacional de Leilões (SNL) - cobrava comissões (habitualmente 10%) aos compradores desses mesmos bens para depois repartir esses dinheiros com os liquidatários judiciais que o haviam nomeado.[...]

Fonte: Jornal de Notícias

Banca só poderá cobrar comissões anunciadas

O Banco de Portugal já tem pronto o diploma sobre como os bancos devem informar os clientes em relação a todas as comissões, despesas e taxas. A Sefin aplaude, mas considera que o banco central devia ter ido mais longe, impedindo a cobrança de certas comissões

Preçários passam a conter tudo o que são custos e taxas

Os bancos vão ficar proibidos de cobrar comissões aos seus clientes que não estejam previstas no seu preçário e devem informar sobre o valor máximo destes encargos. Esta é a principal novidade incluída no projecto de aviso do Banco de Portugal, o­ntem colocado a consulta pública, até 6 de Fevereiro, sobre os deveres de informação relativos ao preçário das instituições de crédito e sociedades financeiras.

Em nome da transparência, o Banco de Portugal aumenta as exigências de informação a prestar aos clientes, devendo os preçários bancários incluir, além de todas as comissões e o seu valor máximo, o valor indicativo das principais despesas, a taxa anual efectiva líquida (TAEL) mais representativa dos depósitos e outras aplicações financeiras, a taxa anual efectiva (TAE) ou a taxa anual efectiva global (TAEG) dos diversos créditos, todas as informações sobre datas-valor, números de dias no cálculo dos juros e arredondamentos de taxas.[...]
Fonte: DN o­nline

PGR garante que processos contra políticos avançam

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, garante que durante este ano, apesar de contar com três eleições, os processos que estão no Ministério Público e que envolvem políticos irão avançar.

Com eleições europeias, em Junho, legislativas, entre Outubro e Novembro, e autárquicas, em Dezembro, os inquéritos ganham este ano uma importância acrescida: é que o resultado pode ter influência nas eleições. Mas o PGR adianta que os "casos políticos" em curso não serão "congelados". "Os processos concluir-se-ão na altura própria, independentemente dos actos eleitorais", garantiu ao DN Pinto Monteiro.

Neste lote de processos que ainda estão na fase de investigação encontram-se casos como o Freeport de Alcochete, a compra de dois submarinos para a Marinha, as Câmaras da Amadora e Lisboa, o Casino de Lisboa e a própria "Operação Furacão", cujo conhecimento total do seu conteúdo pode vir a provocar fortes abalos. "Os inquéritos que eventualmente respeitem a políticos terão o andamento igual a outros inquéritos", acrescentou ainda Pinto Monteiro, considerando que "qualquer arguido que seja político não poderá nunca ter um tratamento de favor ou desfavor".[...]

Orçamento de Estado para 2009

Deixa-se link para o Orçamento de Estado para 2009, que traz relevantes alterações para os advogados ao nível do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e do Imposto de Selo (IS) e altera também a Lei Geral Tributária (LGT), com novas regras de sigilo bancário.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Governo cria documento único de identificação para empresas

O Cartão da Empresa começa quarta-feira a ser emitido e constitui o novo documento que agrega, num só, os três números relevantes para a identificação das pessoas colectivas perante quaisquer entidades públicas ou privadas.

O secretário de estado da Justiça, João Tiago Silveira, afirmou à agência Lusa que o Cartão de empresa junta num só documento o número de identificação de pessoa colectiva, o número de identificação fiscal e o número de identificação da segurança social.

Para João Tiago Silveira, este novo cartão "é mais simples, porque elimina dois cartões: o cartão de pessoa colectiva e o cartão de contribuinte" e "ajuda a reduzir a burocracia e a eliminar as certidões em papel".

O referido cartão tem o código de acesso à Certidão Permanente de Registo Comercial da empresa que, se for dado a qualquer outra entidade, evita que esta possa pedir ao representante da empresa uma certidão de registo comercial em papel.

O documento, que permite eliminar o cartão de pessoa colectiva e o de contribuinte das empresas, pode ser pedido através da Internet ou no balcão dos registos e custa 14 euros.

Fonte: Lusa

PGR diz que crime violento vai subir

Em jeito de previsão às portas do novo ano, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, vaticina: a criminalidade violenta pode aumentar em 2009.

Em entrevista à TVI, o titular da investigação criminal alertou para o facto de o novo ano poder trazer um aumento da criminalidade violenta. As razões? a conjugação de dois factores: desemprego e exclusão social.

Nesta mesma entrevista, o procurador-geral da República manifesta a sua preocupação face a um tipo de crime específico: o económico- como a corrupção, branqueamento de capitais, desvio de fundos, fraude fiscal ou peculato - aquele que considera o mais difícil de combater. Ainda assim, Pinto Monteiro mostra-se esperançado que o Ministério Público obtenha melhores resultados ao longo do próximo ano.[...]

Fonte: DN o­nline

Duplicação do imposto sobre as despesas de representação em 2008 é considerada ilegal

As empresas vão ter de pagar mais impostos sobre as despesas de representação. Esta foi uma das medidas que integra o pacote anti-crise anunciado pelo Governo e tem efeitos já nos rendimentos deste ano. Por isso, os fiscalistas consultados pelo Diário Económico consideram que a medida é inconstitucional.

As despesas de representação – gastos com conferências ou recepções oferecidas a clientes ou fornecedores, por exemplo – podem ser consideradas como custos. No entanto, estão sujeitos a uma taxa autónoma em sede de IRC que era, até aqui, de 5% e que passou para 10%.

O facto de esta medida ter efeitos retroactivos – aplica-se aos rendimentos deste ano e, por isso, prejudica os contribuintes –, leva os fiscalistas a defenderem que é inconstitucional.

Para o responsável do departamento fiscal da consultora KPMG, Luís Magalhães, a medida “vai contra a lei”. No mesmo sentido, a fiscalista Susana Soutelinho, da sociedade Leite Campos, Soutelinho e Associados, defende que a questão “levanta problemas de constitucionalidade”. “O problema é o princípio, porque vem defraudar as expectativas dos contribuintes”, explica Susana Soutelinho.[...]

Magistrados contra Marinho e Pinto

Magistrados judiciais e procuradores do Ministério Público voltam a discordar do bastonário da Ordem dos Advogados. Em causa está a entrevista de Marinho e Pinto à agência Lusa, divulgada no passado domingo, em que o bastonário, mais uma vez, volta a atacar a corrupção nos meios políticos. Alvo de críticas na mesma entrevista foram também as medidas de desjudicialização do Executivo.

Marinho e Pinto qualificou de "vergonha inadmissível" a "privatização de segmentos importantes da Justiça", visando retirar processos dos tribunais através do fenómeno de desjudicialização em áreas como a acção executiva e a resolução de litígios laborais.

"O discurso do bastonário devia ser menos corporativista e centrado menos nos problemas dos advogados e mais nos dos cidadãos", explicou António Francisco Martins, da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, em declarações ao DN. "Temos é de nos centrar nos problemas da Justiça e saber como resolvê-los", rematou o juiz desembargador.[...]




Fonte: DN o­nline

Penhoras ameaçam 1 milhão de empregos

A penhora do património das empresas com dívidas fiscais poderá colocar no desemprego quase um milhão de pessoas. Augusto Morais, presidente da ANPME, garantiu o­ntem ao CM que "existem 400 mil penhoras a PME, que abrangem cerca de 213 mil empresas com problemas com o Fisco".[...]

Novidades de final de ano - hoje no DR

DR 251 SÉRIE I, 1º SUPLEMENTO de 2008-12-30

Decreto-Lei n.º 247-B/2008
Ministério da Justiça
Cria e regula o cartão da empresa e o Sistema de Informação da Classificação Portuguesa de Actividades Económicas (SICAE) e adopta medidas de simplificação no âmbito dos regimes do Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC), do Código do Registo Comercial, dos procedimentos simplificados de sucessão hereditária e divórcio com partilha, do regime especial de constituição imediata de sociedades («empresa na hora») e do regime especial de constituição online de sociedades comerciais e civis sob forma comercial («empresa on-line»), do regime especial de constituição imediata de associações («associação na hora») e do regime especial de criação de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras («sucursal na hora»)

Portaria n.º 1534/2008
Ministério da Justiça
Atribui competência aos serviços de registo onde funcione um posto de atendimento do balcão único «casa pronta» para a realização do procedimento especial de aquisição, oneração e registo imediato de imóveis.

Portaria n.º 1535/2008
Ministério da Justiça
Regulamenta o depósito electrónico de documentos particulares autenticados e o pedido online de actos de registo predial

Portaria n.º 1536/2008
Ministério da Justiça
Altera a Portaria n.º 99/2008, de 31 de Janeiro, que regulamenta a promoção online de actos de registo de veículos, a certidão online de registo de veículos, a promoção de actos de registo de veículos pelo vendedor que tenha por actividade principal a compra de veículo para revenda, a promoção de actos de registo de veículos pelo vendedor que proceda com carácter de regularidade à transmissão da propriedade de veículos e a promoção online do registo da penhora de veículos

Portaria n.º 1538/2008
Ministério da Justiça
Altera e republica a Portaria n.º 114/2008, de 6 de Fevereiro, que regula vários aspectos da tramitação electrónica dos processos judiciais

Decreto-Lei n.º 247-B/2008
Ministério da Justiça
Cria e regula o cartão da empresa e o Sistema de Informação da Classificação Portuguesa de Actividades Económicas (SICAE) e adopta medidas de simplificação no âmbito dos regimes do Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC), do Código do Registo Comercial, dos procedimentos simplificados de sucessão hereditária e divórcio com partilha, do regime especial de constituição imediata de sociedades («empresa na hora») e do regime especial de constituição online de sociedades comerciais e civis sob forma comercial («empresa on-line»), do regime especial de constituição imediata de associações («associação na hora») e do regime especial de criação de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras («sucursal na hora»).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal

"Quando Um Homem Quiser"

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

José Carlos Ary dos Santos

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Boas Festas


Nativity by chinese artist Yu Jia-de

A Direcção da AJP deseja a todos os associados, respectivas famílias e a todos os visitantes deste blog um Feliz Natal e um bom ano novo cheio de paz, saúde e prosperidade!

Custos com a compra de casa vão ficar mais baratos

A 1 de Janeiro de 2009 entra em vigor a última fase da reforma do registo predial. O Governo guardou para o fim a redução de 20% no registo predial o­n-line e uma descida de 80% nas certidões permanentes pedidas pela Internet.

As novidades vão ter um impacto directo nas operações de compra e venda de casa, já que passa a ser possível apresentar pedidos de registo predial através da Internet, com um desconto de 20%, sempre que o pedido não seja provisório. Mas esta alteração só fica completa com a introdução da certidão permanente do registo predial. Ou seja, através da internet vai ser possível ter acesso a toda a informação sobre os registos de determinado imóvel, tornando desnecessário o registo em papel.

O acesso a esta informação não tem custos para o utilizador, sempre que posteriormente se realize um pedido de registo sobre o mesmo prédio. Esta certidão vai passar a custar seis euros, que podem depois ser descontados no preço do registo, contra os actuais 30 euros que custava esta formalidade.[...]



Autoridade deixa sem penalização condutores que não pagam multas nem entregam a carta

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) não está a enviar para os tribunais competentes a maioria dos processos relativos aos infractores que não pagaram as respectivas multas ou se recusaram a entregar as cartas depois de ficarem inibidos de conduzir.

Os incumpridores ficam, por isso, sem penalização. A situação é denunciada por funcionários da instituição e confirmada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais e por procuradores, embora a ANSR negue que tal esteja a acontecer.

A pedido do PÚBLICO, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, contactou vários colegas que registam e trabalham processos que entram nos tribunais um pouco por todo o país. "A resposta generalizada é que não é conhecido o envio de processos por parte desta entidade", adianta o dirigente. Em causa estão as execuções de multas que ficaram por pagar e a participação de crimes de desobediência por não entrega da carta.[...]
Fonte: Público

O Presidente da República, Cavaco Silva, concedeu hoje cinco indultos a reclusos

O Presidente da República, Cavaco Silva, concedeu hoje cinco indultos a reclusos, de um total de 351 pedidos, menos um que em 2007, revelou um comunicado oficial do Palácio de Belém.
«Tendo em conta os pareceres dos Magistrados dos Tribunais de Execução das Penas, da Direcção-geral dos Serviços Prisionais, dos Directores dos Estabelecimentos Prisionais e da Direcção-geral de Reinserção Social, e de acordo com os processos instruídos no âmbito do Ministério da Justiça, o Presidente da República decidiu conceder cinco indultos», lê-se no comunicado distribuído aos jornalistas no final do encontro entre Cavaco Silva e o ministro da Justiça, Alberto Costa.
Dos cinco indultos, quatro são de redução parcial de penas de prisão e um é de revogação de pena de expulsão.
De acordo com o mesmo comunicado foram «razões humanitárias e de ressocialização» que «constituíram os fundamentos que estiveram na base das medidas de clemência concedidas».
Em 2007, dos 617 pedidos apreciados, Cavaco Silva concedeu seis indultos, sendo cinco reduções parciais de penas de prisão e um de revogação de pena de expulsão.[...]


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Salvem os ricos

Legal Xmas


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Conferência - “A Lei do Orçamento de Estado para 2009 - Principais Alterações do Sistema Tributário”

O Centro de Estudos do Conselho Distrital do Porto comunica que se realizará uma conferência subordinada ao Tema “A Lei do Orçamento de Estado para 2009 - Principais Alterações do Sistema Tributário, a proferir pelos Exmos. Senhor Dr. Pedro Marinho Falcão, Advogado e Senhor Doutor Joaquim Freitas da Rocha, Docente da Universidade do Minho, no próximo dia 16 de Dezembro, pelas 21h30, no Auditório “A1” da Universidade Católica, sito na Rua Diogo Botelho, 1327 – Porto (Campus da Foz).

Será Moderador da Conferência o Senhor Dr. A. Costa Oliveira, Advogado.

Admissão: 5,00€

Conferência - “Direito de Família”

A Delegação de Vila Nova de Gaia da Ordem dos Advogados, realizará no próximo dia 16 de Dezembro, pelas 18h00, uma Conferência subordinada ao tema “Direito de Família”, em que será orador o Senhor Dr. Guilherme Figueiredo, Presidente do Conselho Distrital do Porto.

A sessão decorrerá na Sala de Conferências do Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia.

BCP: CMVM comunica à Procuradoria abuso de informação privilegiada

A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) vai enviar mais um relatório sobre o BCP ao Ministério Público para apuramento de eventuais responsabilidades criminais e denunciar um caso de abuso de informação privilegiada. A notícia surge no mesmo dia em que se soube que o Banco de Portugal acusou sete ex-líderes da instituição de gestão ilícita, depois de na sexta-feira lhe ter instaurado um processo contra-ordenacional – iniciativa que a CMVM já tinha tomado.

O Conselho Directivo da CMVM decidiu "comunicar ao Ministério Público os factos que estiveram subjacentes ao processo de contra-ordenação (...) referido para apuramento de eventuais responsabilidades criminais", refere uma nota do regulador publicada no site da comissão.[...]

Fonte: Público

Alargado o prazo para entrega da declaração anual de IVA

Os contribuintes a recibos verdes que entreguem a declaração anual do IVA até ao final de Janeiro não vão pagar coima. Esta decisão do Ministério das Finanças surgiu o­ntem após vários dias de forte contestação.

Os cerca de 200 mil contribuintes que passam recibos verdes e que tinham sido notificados para pagar multas processuais por não terem entregue a declaração anual do IVA relativa a 2006 e 2007 já não vão ter de pagar a referida multa e verão o correspondente processo de contra-ordenação ser extinto. A garantia foi dada o­ntem pelo Ministério das Finanças que, ao final da tarde, emitiu uma nota em que admite estarem reunidos os pressupostos "para dispensas de aplicação da coima", mas desde que "regularizada a situação tributária".

Esta resposta das Finanças surgiu depois de se ter verificado uma forte contestação por parte dos visados que desde o final da passada semana têm enviado de forma massiva e-mails a dar conta da situação para caixas de correio de deputados e órgãos de Comunicação Social.[...]

Fonte: Jornal de Notícias

Supremo dos EUA autoriza processos contra fabricantes de cigarros «light»

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, esta terça-feira, que os fumadores podem processar a tabaqueira Altria, por os ter enganado rotulando os seus cigarros de «light» quando estes são igualmente nocivos para a saúde.


Três fumadores que querem perseguir na Justiça a Altria, grupo que detém nomeadamente a marca Philip Morris, levaram o caso até ao Supremo.

Os nove juízes decidiram a favor dos fumadores: cinco votos a favor e quatro contra.

Este caso pode ter consequências importantes em termos financeiros para as tabaqueiras, processadas por muitos ex-fumadores por acusações semelhantes.[...]

Fonte: TSF

Advogado / Médium

"Advogado de Leonor Cipriano é médium e garante ter visto Maddie e Joana

(...) advogado de Leonor Cipriano no caso contra os inspectores da PJ, afirma ser médium e já ter tido visões de Maddie e de Joana. O jurista diz-se disposto a ajudar quem o procure sem cobrar um tostão.
É o próprio Marcos Aragão Correia que revela ao 24 horas esta sua faceta desconhecida. «Estudo parapsicologia há cerca de 10 anos mas nunca tinha tido qualquer visão até ao caso Maddie» (...)

A segunda visão surgiu-lhe no âmbito do caso Joana, quando se deslocou ao estabelecimento prisional para entrevistar o tio da menina algarvia, João Cipriano, condenado a 16 anos de prisão pela co-autoria de um crime de homicídio e ocultação de cadáver, segundo contou ao 24 Horas. «Quando estava a falar com ele vi imenso sangue a escorrer pela cara abaixo, como se estivesse manchado por um crime hediondo», revela o alegado médium. Embora convencido do envolvimento de João Cipriano no desaparecimento de Joana, Aragão Correia não tem a certeza que ela esteja morta, porque diz ter tido uma outra visão em que a viu a caminhar acompanhada por um casal.

Ler:
SOL

Museu da Relação do Porto mostra processos

Processos judiciais emblemáticos como os do lendário Zé do Telhado - o "Robin dos Bosques" português - e do escritor Camilo Castelo Branco integram o espólio do Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto, que o público pode visitar durante esta semana.

Camilo Castelo Branco esteve preso mais de um ano na cadeia da Relação do Porto, aguardando julgamento por causa do seu relacionamento amoroso com uma mulher casada, Ana Plácido, ela própria também levada para o cárcere.

Dizem os registos que ninguém queria julgar Camilo por dormir com mulher alheia e a "espinhosa missão" acabou por ser confiada ao pai do escritor Eça de Queirós que despachou uma absolvição por falta de provas, "deixando o povo feliz e contente".

Dos argumentos aduzidos pelo juiz José Joaquim de Queiroz, em 17 de Outubro de 1861, não sobra prova material, já que se goraram todos os esforços para encontrar o processo do julgamento de Camilo Castelo Branco e da sua amada Ana Plácido, conforme contou hoje à Lusa o presidente do Tribunal da Relação do Porto, juiz-desembargador Gonçalo Xavier Silvano.

Mas todas as razões que levaram à dedução de acusação contra os "adúlteros" e à sua prisão preventiva na Cadeia da Relação por um ano e 16 dias resistem no Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto.

A acusação que todos podem ver agora em amarelecidas páginas sustenta que "seria um contra-senso inqualificável que esse homem que a teve [a Ana Basílio] teúda e mateúda (...) ficasse impune".

O Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto, instalado no quinto piso do Palácio da Justiça, está aberto ao público, desde hoje e até sexta-feira, e nele se pode ver também outro processo marcante do século XIX: o do julgamento do lendário Zé do Telhado, o "Robin dos Bosques" português.

José Teixeira da Silva, conhecido pela alcunha de Zé do Telhado, começou a ser julgado no Tribunal do Marco de Canaveses em 25 de Abril de 1859, acusado de diversos crimes de roubo com violência.

"Condeno o réu José Teixeira da Silva da freguesia de Caíde de Rei, comarca de Lousada, na pena de trabalhos públicos por toda a vida na Costa Ocidental de África e no pagamento de custas", assim determinou o tribunal.

A pena foi mantida pelo Tribunal da Relação do Porto e, anos depois, comutada para apenas 15 anos de degredo.

Enquanto permaneceu privado de liberdade na Cadeia da Relação, Zé do Telhado privou com Camilo, que lhe dedicou um capítulo do seu livro "Memórias de um Cárcere".

Outro processo emblemático que o museu conserva é o da bruxa de Soalhães, Marco de Canaveses, agredida à paulada e sacholada, antes de ser queimada por quatro "algozes" na sequência de um "esconjuro de alma má".

A história, que deu um filme e uma peça de teatro ("O Crime da Aldeia Velha"), acabou com a condenação dos quatro homens a seis anos de cadeia, seguidos de dez anos de degredo, em sentença confirmada pela Relação do Porto a 13 de Maio de 1934.

Nas suas declarações à Lusa, o presidente da Relação do Porto adiantou que o museu está agora a recolher material sobre outro caso emblemático da região, o "crime da Rua do Sol", que apaixonou a opinião pública do Porto meses a fio, em pleno século XX.

O caso envolveu um sapateiro que procurou livrar a sua culpa no roubo e assassinato de uma mulher, fornecendo pistas falsas à polícia.

Gonçalo Xavier Silvano anunciou ainda a publicação, em Fevereiro, de um livro sobre os quatro séculos de história da Relação do Porto, uma obra da responsabilidade de Francisco Ribeiro da Silva (antigo vice-reitor da Universidade do Porto), José Guilherme Abreu (catedrático da Universidade Católica) e do juiz-conselheiro Pereira da Graça.

Fonte:
Lusa

sábado, 6 de dezembro de 2008

Everyone's a Lawyer

Mais de 27 mil matrículas canceladas

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMMT) cancelou até esta sexta-feira 27.256 matrículas depois dos antigos donos terem pedido a apreensão das viaturas devido à falta de registo pelos novos proprietários. Em apenas três semanas, o número de matrículas canceladas triplicou, já que em Novembro apenas foram anuladas 8.472.

O primeiro cancelamento oficioso foi efectuado a 12 de Novembro ao abrigo do decreto-lei que determina o cancelamento da matrícula nos seis meses seguintes ao pedido de apreensão, pelo facto dos actuais donos não terem registado em seu nome as viaturas que adquiriram.

Os pedidos de apreensão podem ser feitos até 31 de Dezembro de 2008, altura em termina o regime transitório e excepcional para o cancelamento de matrículas. Até 12 de Junho o IMTT vai proceder ao cancelamento automático das matrículas cujo registo de propriedade não tenha sido regularizado.[...]


Fonte: Correio da Manhã

Morgado critica Governo por informatizar «sem segurança»

A procuradora-geral adjunta censura o Executivo por querer aplicar um software no Ministério Público que não cumpre regras de segurança mínimas: «Com esta aplicação, qualquer utilizador pode ter acesso a toda a informação que conste de um inquérito-crime em segredo de Justiça»

As diligências programadas e realizadas pelas autoridades, assim como as transcrições das escutas telefónicas, passariam, com o novo sistema, a estar acessíveis a pessoas estranhas à investigação criminal.

Morgado diz ainda que o CITIUS-MP, assim se chama o programa, não responde às necessidades básicas do MP para gerir informaticamente um inquérito-crime. [...]

Fonte: SOL

Presidente da Comissão Direitos Humanos OA demitiu-se

O advogado José Augusto Rocha, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, apresentou o­ntem a sua demissão do cargo, depois de o Conselho Geral da Ordem ter rejeitado a proposta de atribuir o Prémio Ângelo Almeida Ribeiro aos advogados que defenderam os presos políticos nos tribunais plenários.

Almeida Ribeiro, ex-bastonário, destina-se a distinguir anualmente as personalidades ou entidades que mais se tenham destacado na defesa dos direitos dos cidadãos.

Os membros da comissão decidiram propor a atribuição deste prémio durante uma sessão solene, na próxima quarta-feira, a um grupo de 24 advogados vivos que defenderam os presos políticos durante o Estado Novo e que nunca foram homenageados.


Na lista dos nomes propostos constam os de Mário Soares, Macaísta Malheiros, Brochado Coelho, Artur Santos Silva, Guilherme da Palma Carlos, Jorge Sampaio, José Carlos Vasconcelos ou Jorge Fagundes. "Era um acto de justiça, que já vinha tarde, para com uma geração de advogados que lutou pelos direitos dos cidadãos em condições muito difíceis da ditadura", explica José Augusto Rocha.

Mas o Conselho Geral da Ordem dos Advogados - órgão a que preside o actual bastonário, Marinho e Pinto - deliberou, em reunião anteontem, não atribuir o prémio tal como fora proposto, o que Augusto Rocha considerou de "grave injustiça".

Contactado pelo PÚBLICO, o Bastonário dos advogados recusou-se a prestar declarações acerca desta matéria.

Fonte: PÚBLICO.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Maria José Morgado defende tribunal próprio para crimes económicos

A procuradora-geral adjunta , Maria José Morgado, defende a criação de um tribunal central para o crime económico e volta a reafirmar que a bem da transparência as contas dos partidos políticos deviam ser públicas. Maria José Morgado voltou a defender que os partidos políticos devem ser obrigados a publicar as contas. Numa conferência sobre o combate à corrupção, que decorreu terça-feira à noite na Figueira da Foz, a procuradora-geral adjunta garantiu que não a move nenhuma «curiosidade mesquinha», mas que é em nome da transparência que defende esta ideia.

«Não me parece que seja matéria de curiosidade mesquinha, mas de ética e controlo do funcionamento dos partidos a este nível», adiantou.

Maria José Morgado sugeriu ainda uma outra medida que garante tornaria mais fácil o combate à corrupção. A procuradora defendeu de novo que os crimes económicos não devem ser julgados em tribunais comuns.[...]
Fonte: TSF

Advogados: Ministério garante pagamento até final do ano

O Ministério da Justiça garantiu hoje que até ao final do ano serão «saldados todos os honorários já processados» pelo apoio judiciário prestado por advogados.

Numa nota de imprensa, o Ministério de Alberto Costa informa que este ano «já foram pagos 31 milhões de euros» e que até ao final «vão ser pagos mais 20 milhões de euros».

«Até ao final do ano, o Instituto de Gestão Financeira e Infra-estruturas da Justiça saldará todas as notas de honorários já processados», diz o MJ.

Na mesma nota, o Ministério informa que, «desde o início de funções do Governo, já foram dispendidos 219 milhões de euros em apoio judiciário, dos quais 128 milhões de euros pagos aos advogados, por serviços prestados no âmbito desse apoio».

Notícias recentes davam conta de que o Estado não está a pagar atempadamente aos advogados os serviços de protecção jurídica.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Guerra na Justiça - Declarações de Cândida Almeida irritam ex-director da PJ

A direcção da Acção Penal só compete ao Ministério Público [MP]. As grandes opções são do MP e, neste caso, do DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal]. Não são da Polícia Judiciária", recordou o­ntem ao CM o juiz-conselheiro Santos Cabral, ex-director da PJ, lamentando as declarações da procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP, sobre o afastamento da PJ da ‘Operação Furacão’.

Para Santos Cabral, "a Drª Cândida Almeida tem a obrigação e o dever de precisar em concreto o que pretende dizer com as suas afirmações. Não se pode deixar pairar uma dúvida relativamente a instituições que merecem a maior credibilidade, como são a PJ e o DCIAP". Em causa, está a entrevista concedida por Cândida Almeida à TSF, na qual, questionada sobre o afastamento da PJ das investigações ao processo ‘Operação Furacão’, a procuradora alega que esse ficou a dever-se a "a problemas", a "uma situação" que ditou esse afastamento. E não concretizou.

Santos Cabral, que na altura era director nacional da PJ, diz não se sentir atingido pelas declarações e só lamenta a não-justificação. Entretanto, aproveita para recordar que "todas as grandes investigações [do DCIAP], Freeport, Portucale e Furacão, já começaram há três anos. O que não é normal. Deviam ser céleres para esclarecimento da verdade, mas demoram três anos ou mais até estarem concluídas ou até que se saiba alguma coisa de concreto". (...)

Fonte. Correio da Manhã

Despedimentos colectivos mais do que duplicaram

Processos de despedimento colectivo em 87 empresas lançaram, só no terceiro trimestre, mais de 1500 pessoas para o desemprego. E os 155 processos registados de Janeiro a Setembro já ultrapassam os números de todo o ano de 2007. O Norte é, por tradição, a região mais afectada. Pequenas e micro empresas são as mais afectadas. Os processos de despedimento colectivo mais do que duplicaram no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o número de desempregados quase triplicou. Os dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho mostram que de Julho a Setembro, 87 empresas concluíram processos de despedimento colectivo, que lançaram 1509 pessoas para o desemprego. Em período homólogo, os processos tinham envolvido 32 empresas e resultado em 446 despedimentos efectivos.[...]

Fonte: DN o­nline

Rota das drogas muda-se para o Norte

As autoridades portuguesas estão a ver com especial preocupação a possibilidade de incremento do tráfico de droga marítimo no Norte do país, em particular no Minho e já se preparam para combater o fenómeno.

Grande parte da informação que sustenta este receio está a ser vertida pelas polícias espanholas - a Polícia Nacional, a Guardia Civil e o Serviço de Vigilância Aduaneira. Mas é em particular a Guardia Civil que está mais atenta ao fenómeno, pois têm sido abundantes os indícios recolhidos junto de informadores ou em escutas telefónicas.

A mudança de estratégia por parte dos narcotraficantes está associada à maior vigilância, mesmo electrónica, que está instalada no sul de Espanha empurrando os desembarques de droga para o sul de França e para o Algarve, o­nde se têm verificado importantes apreensões de haxixe, tal como o JN já noticiou.

A resposta policial tem sido a maior coordenação e colaboração entre a Guardia Civil e a GNR no Sul, para perseguir os traficantes que são empurrados das águas espanholas.[...]

Fonte: Jornal de Notícias

Aplicação da nova lei do divórcio levanta dúvidas

Divórcio. A nova lei, que hoje entra em vigor, traz alguns problemas do ponto de vista prático. Apesar de acabar com o divórcio litigioso e a necessidade de prova de culpa, a introdução dos créditos de compensação e das responsabilidades parentais são vistas por advogados e juízes como focos de litígio

Legislação extingue processos litigiosos

Isabel, de 30 anos, esteve legalmente casada durante quase oito anos. Apenas no primeiro viveu com o marido. Os outros sete foram passados a tentar dissolver o casamento. Ao longo do processo teve várias surpresas, a maior parte desagradáveis: a primeira foi perceber que teria de esperar anos até entrar com o pedido de divórcio, já que a lei requeria um período de três anos de separação de facto. A partir de hoje, com a entrada em vigor da nova lei do divórcio, este prazo fica reduzido a um ano. Esta é umas das alterações do novo regime jurídico ao criar o divórcio por mútuo consentimento a pedido de apenas umas das partes, com eliminação da culpa como fundamento.

Isto porque foi extinto o divórcio litigioso, em que um dos cônjuges não concordava com a separação ou as partes não chegavam a acordo quanto à forma de o fazer, e criada a possibilidade de o divórcio sem consentimento de um dos cônjuges poder ser requerido em tribunal, de acordo com quatro fundamentos. E um deles é precisamente a separação de facto por mais de um ano, pelo que a situação de Isabel e o tempo em que teve a sua vida em espera, aguardando uma decisão legal, teria sido resolvida com muito maior celeridade.

As restantes novidades consagradas na legislação mudam por completo a forma como advogados e juízes estavam habituados a tratar estes processos.

As alterações relativas à atribuição de alimentos, aos créditos de compensação por quem "manifestamente" contribuir "mais do que era devido para os encargos da vida familiar" ou ainda ao princípio do exercício conjunto das responsabilidades parentais são as áreas que suscitam mais dúvidas, sobretudo na forma como será feita a sua aplicação prática, não faltando quem anteveja ainda mais litígios face às dificuldades esperadas.

Esta lei, que se baseia na liberdade de escolha e igualdade de direitos e deveres entre cônjuges, bem como o apoio mútuo na educação dos filhos, quando os houver, gera dúvidas precisamente porque, defendem os críticos, fragiliza a posição das partes mais fracas em caso de divórcio, não acautelando os direitos de mulheres e crianças.

O artigo que prevê que "cada cônjuge deve prover à sua subsistência após o divórcio" é um dos focos gerador das diferenças de opinião. Algo que Anália Torres, socióloga que trabalhou com Guilherme de Oliveira na elaboração da nova lei, considera "incompreensível". Porque se de facto o artigo atrás referido insere a noção de igualdade entre cônjuges, um outro artigo "reconhece, pela primeira vez, a importância dos contributos para a vida conjugal e familiar dos cuidados com os filhos e do trabalho despendido no lar", adianta a socióloga. E, de facto, o artigo relativo à fixação do montante de alimentos refere que deve ser tido em conta "a duração do casamento, a colaboração prestada à economia do casal, a idade e estados de saúde dos cônjuges, as suas qualificações profissionais e possibilidades de emprego".

Maria Saldanha Pinto Ribeiro, do Instituto Português de Mediação Familiar, também considera injustas essas críticas "porque as mulheres não estavam minimamente protegidas com a lei anterior, as pensões foram sempre baixíssimas". "Na lei antiga nem sequer havia a contabilização do esforço trazido para o casamento, que pelo menos agora pode ser considerado pelos magistrados", concretiza.

No entanto, a advogada Ana Sofia Gomes considera que deveria ter sido previsto, em concreto, o caso das mulheres com mais de 35, 40 anos, que dedicaram a vida à família. "Com essa idade e sem experiência profissional, como é que essas mulheres vão entrar no mercado de trabalho?", questiona. António Martins, presidente da Associação Sindical de Juízes, também usa um argumento semelhante para mostrar que "esta lei não serve à realidade da sociedade portuguesa. É uma lei moderna e urbana. Mas esse não é o País que temos. E as leis têm de ser boas para todos, não pode ser uma boa cama para uns e uma enxerga para outros", defende. Esta é ainda a convicção da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, manifestada em parecer citado pela mensagem de Cavaco Silva à Assembleia da República, a 21 de Outubro, a propósito da promulgação da lei, depois de um primeiro veto presidencial a 20 de Agosto: esta lei "assenta numa realidade social ficcionada", refere o documento.

Fonte: DN Online