quarta-feira, 28 de abril de 2010

Relação de Faro é para avançar

Juízes e Ministério Público receiam que novo Tribunal da Relação de Santarém 'ofusque' a instalação do de Faro. Ministério garante luz verde para o Algarve, mas ainda há negociações sobre os terrenos.
"Esta questão dos terrenos já aborrece, porque a Relação de Faro foi criada ao mesmo tempo que Guimarães (criado em 2002) e aqui ainda andamos a falar dos terrenos. Quem vamos culpar?", desabafa António Cabrita, presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados em Faro.

"A instalação de um Tribunal da Relação traz vantagens económicas, não só imediatas, mas mediatas, como o estatuto, prestígio e centralidade. Quando falamos do Tribunal Administrativo e Fiscal é de Loulé, não dizemos que é do Algarve", acrescenta. "Aliás, Olhão e Loulé debateram-se numa luta quase 'fratricida' para acolher esse tribunal, por exemplo, enquanto Faro se afastou logo à partida da corrida", recorda.

O advogado admite que a confusão foi lançada com o anúncio do novo tribunal da Relação de Santarém (a Associação de Juízes admitiu que pudesse colocar em causa o de Faro), mas garante que, de acordo com as suas fontes, o projecto é para avançar: "Falei com um membro do Governo, do Ministério da Justiça que me deu todas as garantias de que não obstante o de Santarém o de Faro não deixará de ser instalado, quando houver condições logísticas para o efeito", diz.

O mesmo aliás garantiu ontem o deputado socialista Miguel Freitas, ao Observatório do Algarve: "É absolutamente impensável que a Relação em Santarém colida com concretização em Faro", disse, alertando para a necessidade de realização dos tribunais especializados, tais como o Tribunal Marítimo e do Comércio, bem como o reforço do Tribunal de Trabalho, previstos na remodelação do mapa judiciário.

Sindicato do Ministério Público tem dúvidas [...]

JORNADAS DO DIREITO DO DESPORTO





VIII Seminário Jurídico da CMP


19 de Maio | Biblioteca Almeida Garrett
O Departamento Municipal Jurídico e de Contencioso promove mais uma edição dos seus seminários anuais, sob o tema, "Reflexos da Actividade Jurídica no Município do Porto".

Tal como nas edições anteriores, neste VIII Seminário, pretende-se apresentar os desafios e experiências que vêm sendo colocados à função jurídica municipal e lançar a debate as soluções adoptadas pelo Departamento Municipal Jurídico e de Contencioso em resposta a esses desafios.

Entre as experiências do último ano no DMJC, salientar-se-á a experiência de regulamentação municipal, para suscitar a reflexão em torno dos limites desta regulamentação a partir das soluções consagradas no Código Regulamentar do Município do Porto para a propaganda política e para a legalização coerciva de obras.

Durante a tarde, a experiência de implementação da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) da Avenida Nun'Álvares servirá de mote para uma análise dos desafios que o novo modelo de execução dos planos urbanísticos coloca, de uma perspectiva comparada com a experiência espanhola. Será ainda apresentado o modelo jurídico construído para a concretização da Unidade de Execução da Avenida Nun'Álvares, salientando-se a sua multidisciplinariedade e submetendo-se as soluções adoptadas relativamente às questões registrais, fiscais e financeiras ao comentário de eminentes especialistas em cada uma destas áreas.






Preço:

_50€ _público em geral
_25€ _ estudantes e duas ou mais inscrições da mesma instituição

Pagamento:

Transferência Bancária: NIB: 035 0651 00018541032 63
IBAN: PT 50003506510001854103263


Agradecemos o envio do comprovativo do pagamento por e-mail (dmjc@cm-porto.pt) ou por fax (22 209 70 69)




segunda-feira, 26 de abril de 2010

Alienação parental: Juízes admitem dificuldades em decidir estes casos


A alienação parental consiste num corte de relações entre as crianças e um dos progenitores, promovido pelo progenitor que vive com elas.
Assim, os juízes confessam que a maior dificuldade é saber onde está a verdade. Até porque estes casos envolvem trocas de acusações entre as partes às vezes até suspeitas de abusos sexuais. "O grande drama é perceber quem diz a verdade. A mãe diz que a criança não quer ir, o pai diz que a mãe não deixa a criança ir", refere o juiz do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata.Mas o facto do síndrome de alienação parental não estar ainda incluído no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais da Organização Mundial de Saúde (OMS) também faz com que alguns juízes não o reconheçam como entidade clínica, diz a psicóloga Teresa Paula Marques.O juiz Celso Manata aponta ainda o dedo às perícias:"As perícias são demoradas e depois a mãe vai fazer a avaliação psicológica a um lado, o pai a outro e a criança a outro e é o tribunal que tem de fazer a ligação entre eles. Ora, os juízes não têm formação para isso".
A demora neste tipo de processos e a dificuldade em descobrir quem fala verdade leva o juiz Celso Manata a apelar às mães para que estas isolem os seus dramas com o ex-companheiro das crianças. Isto porque, os mecanismos de segurança que o tribunal tem de aplicar podem apenas servir para penalizar as crianças e os pais com um afastamento desnecessário, acrescenta o juiz.
E foi após uma longa luta nos tribunais que José Joaquim de Oliveira conseguiu recuperar o contacto com o filho. "Há duas semanas saiu a sentença e agora passo os fins de semana com o meu filho de 15 em 15 dias e estou com ele um dia por semana", revela ao DN. Ao fim de cinco anos vê finalmente a sua situação regularizada.Por um período de oito meses, o mecânico, dono de uma oficina, esteve sem ver o filho e os entraves colocados pela mãe têm sido constantes. "O meu filho está atrasado para a idade. Só começou a andar aos 22 meses e a falar aos três anos e tudo por falta de estímulos e porque a mãe, apesar de portuguesa, só fala com ele em inglês", lamenta.

Novos Tribunais

Um Tribunal da Relação e dois novos tribunais nacionais especializados nas áreas da propriedade industrial e da concorrência, regulação e supervisão, vão funcionar em Santarém. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, José Sócrates, durante a cerimónia de lançamento da Fundação da Liberdade, em Santarém.
A antiga Escola Prática de Cavalaria vai albergar os três novos tribunais bem como a sede da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo e a Escola de Hotelaria.
O autarca de Santarém, Moita Flores, considera "importantíssima" a instalação daqueles Tribunais pelo número de profissionais que vai trazer à cidade. [...]

terça-feira, 13 de abril de 2010

MUDANÇA DE SEDE

ALERTAMOS TODOS OS N/ ASSOCIADOS E AMIGOS QUE FOI ALTERADA A MORADA DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO PARA A AVENIDA DA BOAVISTA, N.º 2121, 4.º, SALA 407 - 4100-130 PORTO.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Curso sobre “Arrendamento Urbano”

A Escola de Direito da Universidade Lusófona do Porto vai realizar, no mês de Abril, um Curso subordinado ao tema “Arrendamento Urbano”

.


Programa

Ver site


Tribunal obriga Ordem dos Advogados a admitir 2 licenciadas no estágio sem exame

O Tribunal Administrativo de Lisboa deu razão a duas licenciadas em Direito e obrigou a Ordem dos Advogados a admiti-las provisoriamente no estágio profissional sem fazerem o exame de acesso marcado para hoje. Texto integral do acórdão em: http://www.inverbis.net/advogados/tribunal-obriga-oa-admitir-licenciadas-sem-exame.html

Segundo a mandatária das licenciadas no curso de Direito pós-Bolonha, a juíza considerou "ilegal e inconstitucional o regulamento de acesso ao estágio designadamente quanto ao artigo 9º-A que prevê o referido exame nacional de acesso".

Elizabeth Fernandez disse à Lusa que a decisão é definitiva, mas que a Ordem dos Advogados (OA) pode interpor recurso, "o qual tem por lei efeito devolutivo".


Portaria n.º 195-A/2010 de 8 de Abril -Tramitação electrónica dos processos judiciais

Foi publicada em Diário da República, S. I, n.º 68, a Portaria n.º 195-A/2010 de 8 de Abril, que altera a Portaria n.º 114/2008, de 6 de Fevereiro que regula vários aspectos da tramitação electrónica dos processos judiciais.

Juizes e MP justificam resistência ao Citius


Popular entre os advogados, o Citius tem registado menos sucesso junto dos juízes e dos oficiais do Ministério Público. "Pouco amigável" e "incompleto" são algumas limitações apontadas por estes grupos de utilizadores. As falhas, alegam, resultam do facto de não terem sido ouvidos durante o desenvolvimento da plataforma.

"Para os juizes faz pouco sentido consultar um processo a dois momentos, em papel e electrónico, como acontece actualmente", referiu Raquel Prata, da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, durante a conferência "Os Tribunais na Sociedade da Informação", promovida na quinta-feira pela APDSI.
Os problemas advêm, na opinião da juíza, da falta de audição da classe no processo de concepção da plataforma. "Durante estes três anos de implementação do sistema fomos ouvidos, mas sempre à posteriori".

A falha foi igualmente apontada por Boaventura Costa, da Procuradoria-Geral da República, que também marcou presença na conferência. “O Ministério Público não foi chamado a participar no desenvolvimento do Citius”, o que segundo o responsável justifica os seus sérios problemas de adopção no organismo.

Para Boaventura Costa deveria ter existido uma maior intervenção dos diferentes grupos de utilizadores nas especificações da plataforma. “Existiu uma clara ausência de trabalho conjunto”, acusa.

O Citius tem sido alvo de frequentes críticas da parte dos magistrados, apesar do Ministério da tutela garantir que a adopção do sistema é um sucesso. Os últimos números divulgados no ano passado garantiam que o Citius era utilizado "intensamente", somando mais de 2,38 milhões de actos praticados à data.

Segundo o comunicado na mesma conferência por José Magalhães, secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária, o Citius prepara-se para entrar numa nova fase, o Citius Plus, que irá abranger a tramitação de processos nos Tribunais Superiores. [...]

Fonte: TEK

Autarquias concentram quase 90% da corrupção em Portugal

Estudo sobre corrupção participada no país identificou a origem do mal: poder local. Os homens são mais corruptos que as mulheres. "Uma das maneiras mais simples de combater a corrupção é não votar em determinados candidatos", diz Luís de Sousa, professor do ISCTE e autor do estudo sobre corrupção em Portugal, que foi promovido pela Procuradoria-Geral da República. Apresentado ontem em Lisboa, com a presença do líder do Ministério Público, Pinto Monteiro, e do ministro da Justiça, Alberto Martins, o estudo revela que quase 90% da corrupção participada envolve os órgãos de poder local: 68,9% dos crimes de corrupção passiva são cometidos nas câmaras municipais, 15,6% nas empresas municipais e 4,4% nas freguesias.

O procurador-geral da República apelou ontem à participação do governo para garantir aos órgãos de polícia criminal os meios necessários para evitar que os processos se "continuem arrastar". Mas, para o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, a solução para a corrupção em Portugal "está na descentralização".

O estudo realizado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em parceria com Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do ISCTE, mostra a disparidade dos resultados entre Norte e Sul. Dos 838 processos que foram analisados entre 2004 e 2008, 173 dos crimes de corrupção dizem respeito ao Porto, mais 73 do que em Lisboa. No crime de peculato, a capital do tem vantagem: 105 contra 75 no Porto. Participação económica em negócio regista o menor número de incidências: 21 para o Porto e 11 para Lisboa. As diferenças entre as duas principais cidades do país podem ter várias interpretações. António Lobo Xavier avisa: "Pode querer dizer que, no Porto, a população é mais participativa nas denúncias". O advogado e gestor da Sonaecom defende que há uma grande desconfiança dos portugueses na justiça. E, portanto, "pode haver mais confiança cívica no Porto".

Os números relativos às denúncias elevam o problema a uma escala maior. No crime de peculato, praticado na grande maioria por políticos (27,9%), as denuncias acontecem no próprio local de trabalho, mas só 19,6% dos denunciantes se identificam. [...]

Fonte: Ionline

quarta-feira, 24 de março de 2010

Segurança: Primeira reunião do grupo de cooperação Portugal/ Espanha na quinta feira em Lisboa

A primeira reunião do grupo de cooperação policial entre Portugal e Espanha realiza-se na quinta feira, em Lisboa, com a presença de representantes das forças e serviços de segurança dos dois países, anunciou hoje o secretário geral do Sistema de Segurança Interna.

Na reunião participarão também o secretário geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, e o secretário de Estado da Segurança de Espanha, Antonio Camacho Vizcaíno, que coordenam o grupo de cooperação policial.

Numa nota, o gabinete de Mário Mendes refere que o grupo de trabalho foi constituído com o objetivo de "operacionalizar os mecanismos de cooperação em diferentes áreas e domínios de atuação policial", na sequência de um memorando de entendimento sobre cooperação policial e segurança interna assinado entre o secretário geral do Sistema de Segurança Interna de Portugal e o secretário de Estado da Segurança de Espanha.


Fonte: Expresso

VI ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO DO DIREITO DO TRABALHO

A Jutra - Associação Luso Brasileira de Juristas do Trabalho vai realizar no Porto, o VI Congresso Luso-Brasileiro de Direito do Trabalho subordinado ao tema "A Crise, o Direito e a Justiça do Trabalho", nos próximos dias 25, 26 e 27 de Março.



O VI Congresso vai ter lugar Fundação Engº. António de Almeida, no Porto


Programa

Ficha de Inscrição

Hotel

Comunicado


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Notários queixam-se de «concorrência desleal» do Estado

Em declarações à TSF, o bastonário da Ordem dos Notários, Alex van Himmel explicou que, desde 2008, muitos cartórios foram obrigados a fechar portas.
Cinco anos após a privatização do sector, os notários queixam-se de «concorrência desleal» por parte do Estado. Em declarações à TSF, o bastonário da Ordem dos Notários, Alex van Himmel, explicou, esta segunda-feira, que desde 2008 muitos cartórios foram obrigados a fechar portas.
«Correu muito bem nos primeiros dois anos, mas a partir de 2008 começou a correr mal. A nossa actividade baixou mais de 50 por cento desde 2008 porque muitas das competências que eram exercidas em exclusividade já não são. E por outro lado, o próprio Estado exerce a nossa competência, que antes não exercia e fixa preços que encarecem de tal forma os nossos actos que impedem uma concorrência leal. Há alguns pontos do país em que a actividade já não é sustentável», afirmou.
O Governo prolongou, no Orçamento do Estado para 2010, por mais três anos o prazo para que os notários possam regressar à função pública. No entanto, Alex van Himmel considera que esta norma «só adia um problema».
«Esta norma que foi introduzida na proposta de Orçamento do Estado só adia um problema porque o problema de base é criar condições de reequilíbrio», alertou o bastonário. [...]

Fonte: TSF

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Prémio para Trabalhos em Direito Civil “Prof. Dr. Manuel Andrade”

A Câmara Municipal de Estarreja lança a concurso a 5ª edição do Prémio Professor Doutor Manuel Domingues de Andrade, que homenageia o advogado natural de Canelas que marcou o Direito Civil do século XX em Portugal e mesmo na Península Ibérica.

O prémio da 4ª edição foi recentemente atribuído a Paulo Jorge Gomes, que apresentou a tese subordinada ao título “A Partilha de Ficheiros na Internet e o Direito de Autor”.


PRÉMIO PARA TRABALHOS EM DIREITO CIVIL “PROF. DR. MANUEL DE ANDRADE” – 5ª edição

CANDIDATOS
. Nacionalidade portuguesa, de qualquer país lusófono ou de país pertencente à União Europeia
Idade inferior a 35 anos
. Licenciatura em Direito, como habilitação académica mínima

OBJECTO DO CONCURSO
Tese(s) inédita(s) e inovadora(s) versando tema(s) do direito português, ainda que abordados numa perspectiva de direito comparado

REQUISITOS FORMAIS
Os trabalhos a concurso serão obrigatoriamente escritos em português, dactilografados, em folhas de formato A4 e terão no máximo de 250 páginas, assinadas pelo(s) respectivo(s) autor(es) – que deverão indicar também a respectiva morada e contacto telefónico

Os candidatos deverão entregar a(s) tese(s) concorrente(s) em suporte digital acompanhada por seis cópias em papel

PRAZO DE ENTREGA DOS TRABALHOS
Até 30.04.2010, inclusive, no GAME – Gabinete de Apoio ao Munícipe de Estarreja

COMPOSIÇÃO DO JÚRI
Dois Professores Doutores, indicados pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Um Juiz Desembargador, indicado pelo Tribunal da Relação do Porto
Um Advogado, indicado pelo C. D. do Porto da Ordem dos Advogados


PRÉMIO
Monetário, no valor de € 4.000,00

RESULTADO
O Resultado será publicitado pela Câmara Municipal de Estarreja, entidade promotora, até 30.10.2010


Mais informações através do endereço electrónico dc@cm-estarreja.pt

Curso de Especialização em Criminologia

A Universidade Portucalense organiza o curso de Especialização em Criminologia que terá início no dia 3 de Abril. A formação tem como objectivos a compreensão crítica da problemática do fenómeno criminal na sociedade contemporânea, onde se inclui o crime, o delinquente, a vítima e as formas de controlo social da criminalidade.


O curso terá o total de 27 horas e realiza-se às sextas feiras das 18h às 22h e aos sábados das 9h às 13h.


>> Mais informações:
Email ingresso@upt.pt
site http://www.upt.pt

Negócio dos condomínios cresce à margem da Lei

Lei é omissa e está desactualizada. Empresas desonestas proliferam e há muitos casos de burla.

A administração de condomínios é um negócio em franco crescimento em Portugal. O problema é que nem todas as empresas são sérias e a Lei não separa o trigo do joio.

«A lei, além de ser omissa e vaga, está desactualizada, porque foi feita a pensar nos prédios o nde são os próprios condóminos a tratar da gestão. E essa já não é a realidade actual. Hoje em dia, as pessoas não têm tempo, ou acham que não têm capacidade para gerir sozinhas um condomínio que, por vezes, chega a ter muitas dezenas de fracções. E é cada vez mais frequente contratar-se uma empresa externa para fazer isso», refere Helena Portugal, profissional do sector e autora do livro «Bem-vindo ao Condomínio».

Veja aqui a reportagem


Com as oportunidades a crescer, foi crescendo também o número de empresas a operar no sector. «A Lei não reconhece a existência destas empresas e o que acontece é que muitas delas não cumprem sequer os requisitos mínimos», explica Helena Portugal.

Há quem desapareça com o dinheiro das quotas

O problema é que esta é uma área ainda por regular e, face à omissão da lei, proliferam empresas pouco profissionais. A DECO efectuou um estudo com 2.327 portugueses e conclui que 30% dos inquiridos estão insatisfeitos com os serviços da empresa que gere o seu condomínio. Muitos denunciam casos de administradores desonestos, que desapareceram com o dinheiro das quotas.

Mesmo sem regulação, o sector está em claro crescimento. Foi aqui que Helena Portugal viu uma oportunidade. Criou a Loja do Condomínio, um franchising de administração de condomínios, que pretende demarcar-se das empresas «de vão de escada», impondo regras de transparência.


Dicas para não se deixar enganar

Se está a pensar em contratar uma empresa, aqui ficam algumas dicas da DECO para evitar ser enganado: peça referências de empresas de condomínio na vizinhança. A reputação costuma ser um indicador fiável de qualidade. Certifique-se de que a empresa existe, por exemplo, procurando pelo nome no Instituto dos Registos e do Notariado (www.irn.mj.pt).[...]


Fonte: Agência Financeira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pulseira electrónica aplicada a menores

Em vez de ficarem fechados em centros educativos, os menores de 16 anos que praticarem crimes poderão cumprir a pena em casa sujeitos a vigilância electrónica.
Esta é uma das novidades do Orçamento do Estado para o sector da Justiça, em que se prevê, também, tirar trabalho aos tribunais, nomeadamente através do investimento na mediação e arbitragem, como meios de resolução alternativa mais rápidos, baratos e simples, e na criação de mecanismos de resolução alternativa de litígios ou pré-contenciosos, designadamente em matéria fiscal e contra-ordenacional.
Está previsto, igualmente, que os magistrados possam trabalhar com equipas mais permanentes no tempo. Ou seja, os movimentos de magistrados e de oficiais de justiça vão deixar de ser realizados de forma independente. Quando uns mudarem, os outros também mudam, havendo um maior horizonte temporal na gestão dos processos.
Salienta-se ainda a preocupação de fazer contribuir a Justiça para a promoção do desenvolvimento económico, criando-se condições para a segurança jurídica, a confiança e a promoção de investimento.
Para além do reforço dos meios de vigilância electrónica na aplicação de penas e medidas penais e tutelares educativas, o governo propõe-se também promover o combate à violação dos direitos das crianças com a criação de um programa nacional de mediação vítima-infractor, pugnando para que a situação de reclusão seja uma oportunidade para melhorar a reintegração dos reclusos, apostando na sua qualificação. A aposta nas novas tecnologias, para os tribunais e para a investigação criminal, é um outro repto que sobressai no orçamento. [...]

Crise entupiu tribunais com falências, dívidas e questões laborais


Hoje é o dia em que as altas figuras do Estado e da Justiça se reúnem para a cerimónia de abertura do ano judicial, no Supremo Tribunal de Justiça. O ano começa numa altura em que a fama da Justiça anda por baixo, tendo 2009 sido um dos mais negros por que a Justiça já passou em Portugal. Processos parados, investigações mediáticas que não vêem fim e desentendimentos entre as altas figuras da Justiça, a propósito das escutas do caso Face Oculta, marcaram 2009 e ameaçam ter réplica em 2010.

O ano passado teve também um agravante: a crise económica e as suas consequências na Justiça. Os tribunais receberam 4.450 acções de falência, e os tribunais fiscais têm mais de 39 mil processos parados. Áreas agravadas pelas dificuldades financeiras que arrastaram para tribunal milhares de conflitos laborais e cobrança de dívidas. Mas ao todo, o número é mais assustador: há mais um milhão e meio de processos parados.

A crise, no entanto, não deve servir de desculpa, avisam os empresários, que pedem ao Estado "soluções" rápidas para este problema. Luís Filipe Pereira é peremptório ao reclamar que "a celeridade tem de ser tomada como uma prioridade". O responsável da Eface diz que "a Justiça não tem sabido responder às necessidades, sobretudo nos meios económicos e nos conflitos das empresas". O ex-ministro da Saúde diz que "o resultado é que a justiça não tem dado resposta". [...]

OE 2010 - Actos notariais deixam de pagar imposto de selo

A publicidade na via pública e os actos notariais estão entre as várias rubricas que vão deixar de ser abrangidas pelo imposto de selo, de acordo com uma versão preliminar da proposta de Orçamento a que Lusa teve acesso.Segundo o documento, em 2010 será abolida a incidência deste imposto sobre: autos e termos perante tribunais, Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais e outros entes públicos, depósitos dos estatutos de associações e outras instituições, escritos de contratos, licenças emitidas por diversas entidades públicas, livros dos comerciantes, actos notariais ou praticados por entidades com competência para autenticar documentos particulares e publicidade na via pública.[...]

Fonte: SOL